Era Covid: o mundo da moda e suas perspectivas

A perspectiva da moda diante da Covid-19 mudou muito, e em um intervalo de tempo extremamente curto. Essa pandemia fez com que muita gente ficasse dentro de casa, as empresas baixassem as portas e que o desemprego começasse a surgir mais do que nunca. São esses os fatores que fizeram com que as pessoas sentissem o impacto de forma muito expressiva. A covid no Brasil gerou e ainda gera um impacto expressivo. 

Diante desses fatos e de grandes mudanças, o comportamento do consumidor mudou de forma abrupta e, consequentemente, fez com que as perspectivas para o futuro do Brasil e para a moda, sofressem mudanças constantemente. 

Em um mundo em que as pessoas se arrumam para ficar em casa, fazer reuniões ou ir ao supermercado, rende muitas piadas mas, como será que estão as perspectivas da moda

Para ajudar a entender melhor – e para nos ajudarmos – fizemos esse artigo para que pudéssemos falar mais sobre o que esperar do setor da moda infantil e da roupa infantil em atacado em 2021. 

Veja abaixo as nossas perspectivas, analisando como está o comportamento do consumidor brasileiro durante esse tempo de crise. 

Impacto no setor de moda durante a pandemia

Por mais difícil que seja, o setor de moda infantil foi um dos mais afetados durante a covid em 2020. Mesmo que muitas marcas de atacado em roupa infantil tentaram investir nas redes sociais, focando no marketing digital e colocando as roupas infantis na promoção, às vezes agressivas, o prejuízo ainda foi muito grande. E isso não se aplica apenas para o segmento de atacado ou de roupa infantil, para o segmento da moda em geral.

O consumo durante o isolamento para comprar roupas diminuiu, já que antes da pandemia as pessoas compravam muito mais. Nos dias atuais, com o isolamento social e o fechamento de lugares públicos, as pessoas não veem mais o estar bem vestidas como uma necessidade prioritária. 

Mudanças que o isolamento causou na relação com a moda

No isolamento as pessoas tiveram reflexões e uma série de mudanças na forma como se vestem. Muitas pessoas e crianças costumam passar o dia com roupas confortáveis e até mesmo pijamas. Já outras, sentem falta do processo de se arrumar, vestir roupas diferentes, ou até mesmo as crianças se vestirem para saírem. Será que essas pessoas após a pandemia e o isolamento vão começar a mudar seus gostos e se vestir de forma diferente? São muitas as questões a serem pensadas.

Passear em shopping, frequentar festas de famílias, ir em parques…Tudo isso acabou, passando a ser cenário de muitos da sala para o quarto, e do quarto para a cozinha. Comprar roupa nova ou até mesmo se desfazer daquelas roupas velhas e que já não eram tão usadas, virou coisa do passado. As perspectivas futuras para essa tendência ainda é incerta.

Onde o brasileiro está comprando roupas

Com certeza, as pessoas não estão mais saindo para fazer suas compras. Passear no shopping para ver as vitrines, ir em famosos centros de roupas, resumidamente, ir até às lojas, virou rotina do passado. Agora para quem tem loja de rua ou em shoppings, e que até então não vendiam online, estão tendo que migrar às pressas para o ambiente digital.

As opiniões sobre a preferência de compra, se preferem ir até a loja física ou comprar online é distribuída de forma muito igualitária. Muitos não querem largar o antigo hábito de ir até a loja para experimentar as roupas, já outros optam pela comodidade que esta “nova forma” oferece.

Além dessas divergências, a demanda das compras teve uma diminuição gigantesca principalmente favorecida pela queda da renda e devido ao medo do contágio da doença. 

Como o setor pode se reerguer

É preciso se perguntar: quais são as perspectivas para o setor de moda? Quais são as medidas e ações de prevenção relacionadas à transmissão do coronavírus que vão influenciar o consumidor na hora de escolher uma loja física?

Dentre as formas que o setor pode se reerguer, em lojas físicas, é a boa higienização e fiscalização do uso de máscaras pelos funcionários e consumidores.

Já para aquelas lojas que vão continuar com a plataforma online de vendas, novas coleções criativas e inovadoras é o que o público irá valorizar. 

Vamos às principais tendências que estarão na moda no futuro próximo:

Arrancada digital: segundo as estatísticas, o e-commerce cresceu e ainda continuará crescendo em 2021. Assim, explorar o ambiente digital e fazer um bom uso deste território pode ser a dica de ouro para o seu negócio

Consumidor ativista: a preocupação com o ambiente e com o social nunca esteve tão forte em nossa sociedade.

Negócios eficientes: ter uma boa variedade de produtos que contemple diferentes estilos, tem sido cada vez mais valorizado.

O que esperar da moda pós-pandemia?

Quando a covid chegou no Brasil em 2020, não esperávamos que esse vírus circularia por tanto tempo. Como vimos e ainda estamos vendo, o coronavírus proporcionou muitas mudanças. Em semanas nos reinventamos, e transformações que eram esperadas para que ocorrerem ao longo das próximas décadas aconteceram de um dia para o outro.

Assim, nesses tempos de crise, a inovação e criatividade na moda ganharam espaço e se tornaram o diferencial. Um dos exemplos que está virando tendência no mundo da moda infantil é focar em um consumo consciente, roupas bem-feitas, atemporais, processos sustentáveis e tecidos naturais.

A perspectiva do Brasil para 2021 é investir em uma produção pequena, e, sem obedecer às tendências passageiras. Ou seja, lance sua coleção no tempo certo, sempre visando datas comemorativas, mas sempre priorize o conforto e qualidade. Além disso, focar em roupas versáteis que sirvam tanto para o verão ou inverno é o segredo para as suas vendas bombar.

A moda infantil no atacado ou varejo terá que ser muito mais criativa após e durante a pandemia. Isso porque, frente à crise econômica e a escassez de matéria-prima e capital, o grande desafio é mostrar que o menos é mais. Com isso, muitos talentos podem surgir. Quem sabe até você pode se redescobrir?

Era Covid: o mundo da moda e suas perspectivas

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